Sou vendedora de sonhos...
Não cobro mais do que a ilusão
De tudo ser...
De tudo poder...


Soubera eu

Ser poeta

Ou poetisa

Como também se diz...

E não me desolaria tanto

Com o branco

Desta folha nua...




Hoje sou só tua...

Toma-me
E
Toca-me

Permite-me que te sinta
Em cada suave dedilhar dos teus dedos
Que se prendem no roço das minhas cordas...


Há pedras caladas, que se confundem com a paisagem.
Possuem tesouros gravados, em cada uma das esquinas do tempo.
São histórias e lendas, que se misturam com a vida  e as gentes de um povo humilde e há muito, perdido nas brumas do esquecimento...









Por vezes
Dispo-me por detrás das palavras...

Outras vezes há
Em que prefiro vestir-me com elas mesmo.


E ela esperou!

Há quem diga até, que ainda espera...

Pobre alma enganada
... atordoada pelo perfume de uma quimera!

(E aquilo que no princípio era coisa pouca, acabou por  ser muito mais... aqui!)